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Investigadores do Minho conseguem maximizar aproveitamento de peles de couro

Monday, June 17, 2013
Investigadores do Minho conseguem maximizar aproveitamento de peles de couro

Uma equipa do Centro Algoritmi da Universidade do Minho criou uma família de algoritmos que procura maximizar o aproveitamento das peles de couro, nomeadamente para o sector automóvel. A investigação de Cláudio Alves, Pedro Brás, José Valério de Carvalho e Telmo Pinto acaba de receber dois prémios da Associação Portuguesa de Investigação Operacional.


A tecnologia tem vindo a ser desenvolvida em parceria com uma empresa portuguesa que produz estofos para marcas conceituadas. A metodologia poderá também ter outras aplicações, como calçado, bolsas e casacos.


“Procurámos otimizar os processos industriais para rentabilizar ao máximo uma matéria-prima, que é cara, gerando o menor desperdício possível. Criámos uma família de algoritmos para construir ‘layouts’ de corte em superfícies com contornos irregulares, zonas de qualidade distinta e defeitos”, resume Cláudio Alves. Em alguns casos, a área utilizável da matéria-prima aproxima-se dos 75 por cento. A investigação foi solicitada pela própria fabricante nacional de estofos para veículos, que “tem funcionários experientes e com desempenhos que são muito difíceis de bater”.


O estudo, raro neste âmbito a nível internacional, analisou também resultados de um vasto conjunto de experiências computacionais. “Nesta área tecnológica, Portugal tem evoluído bastante e está entre os melhores”, vinca Cláudio Alves, professor do Departamento de Produção e Sistemas e investigador no Centro Algoritmi, em Braga.


Esta investigação foi laureada há dias no XVI Congresso da Associação Portuguesa de Investigação Operacional. O Prémio Isabel Themido, pelo melhor artigo numa revista internacional, foi para «New constructive algorithms for leather nesting in the automotive industry», publicado na «Computers & Operations Research». Já o Prémio APDIO/IO, pela melhor tese de mestrado, foi para «Métodos heurísticos para o problema de posicionamento de figuras irregulares», de Telmo Pinto, que está a fazer doutoramento na Escola de Engenharia da UMinho.

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